LIFE. LOVE. LAUGHTER.

TANTRA

A palavra sânscrito Tantra representa a expansão da consciência.

O Tantra é uma prática milenar que integra todos os aspectos da vida.

A origem é anterior aos Vedas indianos onde se encontram, há cerca de 3500 anos, as primeiras referencias escritas. Essecialmente é uma sabedoria iniciática transmitida de mestre a aluno. A base do Tantra é a aceitação do que é. A consciência do que é. A presença para o que é. Um dos preceitos Tantra é que tudo é perfeito exactamente como é. É a não negação da realidade daquilo que é. É a aceitação. A outra polaridade do conformismo ou imobilismo. A maior transformação que pode existir é aceitar aquilo que é como é. É sair da postura do fazer, do querer fazer, do querer mudar, para o alinhamento de ser. De aceitar o que é.

A vida não é uma experiência linear. Há altos e baixos, picos e vales. Nalguns dias sentimos nos bem, bonitos, invencíveis, e acontecem outros dias em que acreditamos ser uns falhados, não gostamos do nosso corpo e sentimo-nos mal. Mas podemos ser extáticos nos picos e nos vales. Isso é Tantra. Ao aceitamos as nossas circunstâncias como elas são e não lutar contra elas, estamos abertos para o fluxo da vida. Por exemplo, quando estamos perante um desafio, como uma dificuldade na relação, podemos tentar mudar o desafio em algo mais agradável e fácil, mas se apenas aceitarmos as coisas como estão, as portas para a mudança podem se abrir por si mesmas e trazer pontos de vista e soluções que poderíamos não ter visto antes.

Outro aspecto deste preceito é que nos vemos a nós mesmos, o nosso parceiro e aos outros como perfeitos. Perfeitos como são. A imperfeição perfeita que faz com que cada um de nós seja um ser singular, único, que faz com que as nossas maiores dificuldades sejam também o nosso maior potencial de realização. No Tantra nós vemos-nos como uma representação do divino, como um Deus ou uma Deusa. Quando eu olho para a minha parceira como uma Deusa perfeita, a vida torna se muito mais agradável!

Estar vivo, ser um ser humano é um mistério sagrado. Se tratarmo-nos a nós mesmos e aos outros como seres sagrados que somos, abrimos a porta à mais profunda intimidade e abrimos espaço para o Amor. Vale a pena arriscar, sair do habitual, daquilo que já conhecemos, dos limites da entrega ao amor, como fomos educados e entrar num novo espaço, no espaço mais profundo, mais real, mais próximo da natureza, de nos próprios. Um espaço sagrado.

Tantra é o caminho espiritual que aceita nosso corpo. Tudo começa no corpo. Não acaba no corpo, mas começa nele. O corpo é o nosso templo. No Tantra celebramos o corpo. Quando observamos as religiões, os hábitos nas diferentes sociedades ou a espiritualidade em geral, descobrimos em todas alguma restrição sobre o corpo na expressão da sua vitalidade e encontrarmos tabus relativamente à sexualidade.

A nossa energia vital é a energia sexual. No Tantra nós acreditamos que sua origem está na base da coluna vertebral. As práticas tântricas são usados para despertar esta energia e canalizá-la através dos nossos chakras, ou centros energéticos. O sexo é uma porta de entrada para criar profundas experiências espirituais, para o contacto com Deus e para se viver em êxtase. As práticas tântricas ajudam nos a estar em sintonia com o nosso corpo, com as suas respostas sensuais e energéticas. O Tantra ensina nos como podemos estar relaxados em elevados estados de excitação.

No Tantra circulamos a nossa energia através dos chakras, animamos o nosso corpo, abrimo-nos para a experiência da vida. Na sexualidade temos consciência como a energia se move dentro do nosso corpo e em vez de expulsá-la através de um orgasmo genital, podemos transformar essa energia sexual em êxtase espiritual.

Podemos escolher se queremos libertar a nossa energia num orgasmo genital ou cavalgar ondas de energia em êxtase. Esta ultima opção é o tipo de experiência que pessoas como o Sting tem falado publicamente – o orgasmo de sete horas. Não temos de nos limitar a um orgasmo, podemos ser multi-orgásticos, homens e mulheres, podemos experimentar o orgasmo em todo o nosso corpo, e podemos deixar isso tudo passar e esquecer completamente o orgasmo.

“O sexo é uma semente, o tantra é a árvore. ” OSHO

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